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Vestuário de transição: Equipar a sua equipa para a mudança de estação

Maio é o mês de transição. As temperaturas começam a subir, os dias são mais longos, e muitas empresas intensificam a atividade ao ar livre — seja na construção civil, jardinagem, limpeza de espaços verdes ou manutenção predial. Mas as oscilações de temperatura, a exposição solar prolongada e as mudanças de rotina colocam novos desafios à segurança da sua equipa.

Como responsável de compras ou gestor de uma PME, sabe que equipar os seus colaboradores adequadamente não é apenas uma questão de conforto — é uma obrigação legal e uma responsabilidade ética.

Por que muda o vestuário em Maio?

Em Portugal, maio marca a transição primavera-verão. Embora ainda haja dias frescos matutinos, a intensidade solar aumenta significativamente. Para os profissionais que trabalham ao ar livre, isto significa:

  • Maior risco de exposição UV (cancro da pele, envelhecimento precoce)
  • Risco de hipertermia (desidratação, esgotamento por calor)
  • Necessidade de roupa que permita transpiração, mas mantenha a proteção
  • Mudança de prioridades: de proteção ao frio para proteção ao calor + proteção solar
O que deve ter no vestuário de transição?

1. Calças e calções em tecidos respiráveis

Não é porque chega o calor que abandona a cobertura. Pelo contrário: uma calça de trabalho em tecido de algodão com mistura de poliéster, bem cortada, oferece:

  • Proteção contra abrasivos e pequenos cortes
  • Transpiração adequada
  • Durabilidade em ambientes industriais

Dica: escolha cores claras (branco, bege, cinzento claro) — refletem melhor o calor do que cores escuras.

2. T-shirts e tops de alta visibilidade

Se trabalha com equipas nas estradas, obras ou espaços públicos, a alta visibilidade é obrigatória por lei. Em maio, procure:

  • Tecidos 100% poliéster (secam mais rápido que o algodão)
  • Coletes colete em cores fluorescentes (laranja, amarelo)
  • Fitas refletoras em bom estado

Conformidade: EN 20471 (alta visibilidade)

3. Camisolas leves e bloqueadores UV

Para quem trabalha exposto ao sol, considere:

  • Camisolas de manga comprida em tecido anti-UV (UPF 50+)
  • Cores neutras ou fluorescentes
  • Material respirável que não armazena calor

Esta é uma escolha cada vez mais comum em setores como jardinagem, limpeza de fachadas e construção.

4. Calçado apropriado

Maio é o mês em que muitos responsáveis trocam o calçado de inverno por opções mais leves. Mas não comprometa a segurança:

  • Botas ou sapatos de segurança ainda com boa transpiração (perfurações, malha)
  • Palmilhas anti-fadiga — os pés cansados são um fator de risco de acidentes
  • Sapatilhas de segurança para ambientes menos agressivos (logística, hotelaria, retalho)

Conformidade: EN ISO 20345 (mínimo S1P para construção)

5. Acessórios de proteção solar

Não esqueça o que muitos gestores negligenciam:

  • Bonés anti-choque com proteção de nuca (obrigatórios em construção)
  • Óculos de segurança com filtro UV
  • Luvas de nitrilo ou algodão com borracha — adequadas para o calor, mas ainda protetoras
Quantidades: Como planear a compra para uma equipa?

Se gere uma equipa de 10 a 50 pessoas, considere:

  • Mínimo 2-3 t-shirts por colaborador (rotação de lavagem)
  • 1-2 pares de calças ou calções (depende do tipo de trabalho)
  • 1 par de calçado novo (o da estação anterior pode estar desgastado)
  • Acessórios: bonés, luvas, óculos conforme necessário

Dica de gestão: Faça uma "limpeza de primavera" do seu stock de EPI. Produtos com mais de 4-5 anos podem ter perdido eficácia ou conformidade.

Vantagens de atualizar em maio

✅ Menos acidentes relacionados com desconforto térmico
✅ Maior conformidade com legislação de segurança
✅ Equipas mais motivadas e produtivas
✅ Imagem corporativa mais profissional
✅ Menos absentismo por lesões ligadas ao calor